Fevereiro 10, 2012

Dia 29 de janeiro de 2012 os TRABALHADORES da Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro realizaram mais um dos seus MUITOS encontros PACÍFICOS para apresentar suas reivindicações e, PRINCIPALMENTE, o seu desejo de negociar com o governador uma solução pacífica para o impasse sobejamente anunciado.

Como sempre a resposta do governo veio em ações UNILATERAIS, através de propostas procrastinatórias encaminhadas à ALERJ que sempre estiveram LONGE de atender aos anseios dos TRABALHADORES Policiais (Civis e Militares) e Bombeiros.

Mais uma vez o que se ouviu foi a mesma cantilena, o mesmo Canto de Sereia de que “está sendo feito um grande esforço” e de que os baixos salários de policiais e bombeiros são uma “herança maldita” de governos anteriores.

Foi repetido o VELHO e SURRADO discurso conclamando os TRABALHADORES POLICIAIS e BOMBEIROS para que tivessem “espírito público” e que pensassem na “segurança da sociedade”, como se ESTES MESMOS TRABALHADORES não fossem também PARTE DESTA SOCIEDADE que protegem e pela qual MORREM.

Nos bastidores no entanto o governo e a mídia se esforçavam para tentar DESQUALIFICAR as demandas das categorias, tentando jogar a sociedade CONTRA a sua POLÍCIA e os seus BOMBEIROS (Ao preço da imagem das instituições.), tática diversionista já utilizada em outras ocasiões. E, como nos tempos da DITADURA, não se sabe ainda no bojo de QUAL INQUÉRITO POLICIAL, era implantado um GRAMPO TELEFÔNICO para interceptar as conversas de um LÍDER SINDICAL do Estado do Rio de Janeiro, abrindo um precedente perigoso para a estabilidade da DEMOCRACIA.

O aviso, o ALERTA foi dado no dia 29 de janeiro de 2012, mas ao que parece os SINAIS não foram percebidos e/ou entendidos pelos “especialistas” do governo estadual que preferiu PAGAR PARA VER, acreditando que nada iria ocorrer como nas outras vezes, pretendendo ATÉ MESMO (quem sabe?) colocar POLICIAIS para coibir paralisações de POLICIAIS em atitude temerária e irresponsável, como ocorreu no episódio da TOMADA DO QUARTEL CENTRAL do Corpo de Bombeiros pelos homens do BOPE da PMERJ.

Neste sentido sempre nos perguntamos O QUE PODERIA OCORRER quando o “combate” fosse determinado CONTRA os irmãos de armas de outras unidades da própria PMERJ, fato que evidentemente NUNCA IRÁ OCORRER justamente pelo ESPÍRITO DE CORPO e pelo TREINAMENTO MILITAR que estes homens e mulheres honrados receberam, irmanados que estão pela mesma farda e pelo mesmo JURAMENTO.

Todos que fomos militares sabemos que nossos treinamentos e juramentos seguem uma lógica de prioridade sobejamente conhecida: DEUS, PÁTRIA, UNIDADE e FAMÍLIA, não estando incluído aí os governos e suas ideologias que MUDAM AO SABOR DOS VENTOS.

Lamentavelmente o CÓDIGO PENAL MILITAR e a própria “Constituição Cidadã” de 1988 veda aos Policiais e Bombeiros MILITARES o recurso da GREVE para a defesa da DIGNIDADE de suas famílias, coisa que não ocorre com os POLICIAIS CIVIS em razão da sua condição.

Na prática, isto acaba por tornar estes TRABALHADORES reféns dos maus governantes, que acreditavam poder mante-los nos “cabrestos” em “rédeas curtas”, como cidadãos de TERCEIRA CATEGORIA.

Porém, mais uma vez nos perguntávamos ATÉ QUANDO os POLICIAIS MILITARES e BOMBEIROS iriam ter sua dignidade e de suas famílias AVILTADA pelos vencimentos FAMÉLICOS auferidos e pelo DESAMPARO dos familiares daqueles que MORRERAM ou ficaram ALEIJADOS na defesa da sociedade.

Não se pode BRINCAR com a DIGNIDADE e a SEGURANÇA de trabalhadores destas categorias e com o SUSTENTO de suas famílias!

Não se pode FAZER DE CONTA que tudo vei bem em XANGRILÁ, quando a própria segurança dos governantes depende destas categorias profissionais, que pela proximidade assistem aos BANQUETES e aos LUXOS existentes nos PALÁCIOS, conhecendo a fundo os valores das VERBAS MILIONÁRIAS que chegam para a realização de grandes eventos como CARNAVAL, a COPA DO MUNDO e as OLIMPÍADAS.

Como diria o Capitão Nascimento: ”- Vai dar merda, Carvalho!”, “Eu já falei que vai dar merda, isso!”
E lamentavelmente deu!

Agora, o que era uma reivindicação salarial ganha contornos de CRISE pela prisão de um LÍDER SINDICAL, colocando o futuro nas mãos do DESTINO e da SORTE, em evidente FLERTE COM O PERIGO.

Para onde vamos?
O que irá acontecer?
Como isto vai acabar?
Nós não sabemos!!!

O que sabemos é que os POLICIAIS CIVIS, MILITARES e BOMBEIROS não queriam e não querem a GREVE, mas querem MUITO MENOS ver seus filhos e filhas MENDIGANDO O PÃO que cai das mesas dos GOVERNANTES após a morte de seus provedores.

Agora estamos em pleno PAÍS DAS MARAVILHAS, porque acabamos de entrar pela TOCA DO COELHO BRANCO e como diria o Chapeleiro Louco à doce Alice:

Chapeleiro: Sabe qual é a semelhança entre um corvo e uma escrivaninha?
Alice: Não, qual é?
Chapeleiro: Não faço a mínima ideia!

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