Um mentiroso deve ter uma boa memória.
Quintiliano
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O recente episódio da tumultuada prisão do traficante “Nem da Rocinha” aponta para a necessidade de que as ações dos Agentes de Autoridade sejam sempre pautadas pela legalidade, mantendo todas as instâncias superiores devidamente informadas das diligências em andamento, como ocorreu no caso.
No calor do FLAGRANTE as coisas ocorrem muito rápido e podem fugir ao controle, transformando atos legítimos em atitudes suspeitas, quando levianamente tratados sob a ótica política e não técnica.
Lamentavelmente alguns homens públicos, em cargos superiores, não raramente cedem ao “canto da sereia” da mídia, buscando se esconder, se olvidar de falar a verdade, por razões pouco nobres ou éticas, pensando em futuros cargos eletivos.
Estes episódios entretanto, servem para:
SEPARAR as crianças dos HOMENS,
os LÍDERES dos MOLEQUES DE RECADOS,
os PROFISSIONAIS dos AMADORES.
Segundo Marcus Fabius QUINTILIANO (35 d.C. - 95 d.C.), orador romano, “Um mentiroso deve ter uma boa memória.” e como profissionais do Direito Criminal sempre buscamos “fotografar” os fatos durante nossas investigações, na busca da chamada VERDADE REAL, porque desta forma sempre conseguimos expor os “mentirosos”.
Assim sendo, no episódio malfadado da prisão do “Nem da Rocinha”, onde ao que parece as vaidades e desejos de projeção política de alguns atores falaram mais alto, aprendemos como profissionais e como instituição, mais uma preciosa lição.
E quem sabe um dia a VERDADE seja efetivamente conhecida por todos nós, quando então todos heróis e profissionais dedicados serão efetivamente conhecidos.
Que a história julgue os atos praticados e que a JUSTIÇA alcance a todos para PUNIR ou DIGNIFICAR a quem de direito.
No mais, seguimos na luta, fazendo a nossa “pequena parte” com FORÇA e HONRA, porque isso eles nunca irão nos tirar.
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De dentro da Toca do Coelho Branco, em pleno País das Maravilhas, tentando entender a “lógica” de Alice o do Chapeleiro Louco, agradecemos a todos que nos hipotecaram apoio irrestrito por conhecer o nosso caráter.